sábado, 31 de maio de 2008

Jorge Mautner discute cinema na Casa da Gávea


Todas as terças-feiras, Jorge Mautner abre as portas da Casa da Gávea para o cinema, com a exibição de um filme seguida de debate com o público. É o Work Shop com Jorge Mautner.


Nesta terça, dia 3, o filme será "Batalha de Argel", de Giles Pontecorvo


“A Batalha de Argel” (1966, Argélia, Itália, 121 min, preto-e-branco) descreve eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo histórico de libertação das colônias européias na África.


A ação concentra-se entre 1954 e 1957 [a guerra só terminaria em 1962], mostrando como agiam os dois lados do conflito: enquanto o exército francês recorria à política de eliminação e à tortura, a Frente de Libertação Nacional [FLN] desenvolvia técnicas não convencionais de combate baseadas na guerrilha e no terrorismo.

Neste filme de imensa atualidade, o mestre italiano Gillo Pontecorvo mudou a história do cinema político ao construir uma narrativa de tirar o fôlego, em que mistura técnicas de documentário e de ficção.

A sessão começa às 20 horas.

Ingressos: R$20,00 e R$10,00 (sócios do Cineclube da Casa da Gávea)

Casa da Gávea
(Praça Santos Dumont, 116 sobrado, Gávea)
Tel.: 21 2239-3511 / 21 2512-4862
http://www.casadagavea.org.br/

Curso gratuito sobre Guimarães Rosa


"... Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens." (João Guimarães Rosa)

Em junho, surge o convite para um mergulho na obra de Guimarães Rosa. A Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) promove o curso "Guimarães Rosa: Cem Anos do Autor do Século", ministrado pelo escritor e tradutor Marcelo Backes.

Os alunos visitarão algumas obras do autor em gêneros diversificados, que se caracterizam pela experimentação lingüística e pela excelente capacidade de contar e narrar histórias.

O tema será desenvolvido em quatro encontros no mês de junho nos dias 2, 9, 16 e 23, das 18h30 às 20h30, na Emerj.

As inscrições estão abertas. O curso é totalmente gratuito e faz parte do catálogo de cursos livres oferecidos pela Emerj neste ano.

Aqueles que tiverem 75% de freqüência receberão certificado.

Veja o programa:

2/6 - O Conto
A Hora e a Vez de Augusto Matraga (Sagarana, 1946) Orientação (Tutaméia, 1967)
Com um conto longo da primeira obra que Guimarães Rosa viria a publicar e um conto mínimo da última obra publicada em vida será observado o “desenvolvimento” da narrativa rosiana e seu apuro lingüístico cada vez mais exacerbado.

9/6 - A Novela
Campo Geral (Corpo de baile, 1956 / Manuelzão e Miguilim)
A representação da infância e o registro necessário do paraíso perdido. A meninice em sua condição de caldeira em que são gestadas as histórias que serão contadas na vida adulta. A grande metáfora da visão e a beleza de um mundo que fica para trás com o fim da infância.

16/6 - O Romance
Grande Sertão: Veredas (1956)
A história e a pré-história brasileira que jorram vigorosas no subsolo da narrativa rosiana. Por que o romance de Guimarães Rosa ocupa um lugar tão único no âmbito da literatura brasileira: forma e conteúdo. O local e o universal no pacto fáustico bem brasileiro de Riobaldo.

23/6 - Crônica e Poesia
Ave, Palavra (1970)
Mais que crônica e poesia, a miscelânea póstuma de Ave, Palavra é uma profissão de fé do autor já no título e mostra que Guimarães Rosa é capaz de enveredar por todos os gêneros, chegando ao aforismo, ao esboço teatral etc.


João Guimarães Rosa
Há exatos cem anos (1908), em Minas Gerais, nascia João Guimarães Rosa.


Dedicou-se à medicina, à diplomacia e, fundamentalmente, às suas crenças descritas em sua obra literária. Fenômeno da literatura brasileira, Rosa começou a escrever aos 38 anos. Realização, no entanto, que o levou à glória, como poucos escritores nacionais.


Com seus experimentos lingüísticos, sua técnica, seu mundo ficcional, renovou o romance brasileiro. Sua obra se impôs não apenas no Brasil, mas alcançou o mundo.


Em 1967 seria indicado para o prêmio Nobel de Literatura. A indicação, iniciativa dos seus editores alemães, franceses e italianos, foi barrada pela morte do escritor em 19 de novembro de 67, com 59 anos.

Marcelo Backes
Escritor, tradutor e crítico literário. Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Doutor em germanística e romanística pela Universidade de Freiburg, na Alemanha.


Obras-ministrante
-A Arte do Combate (Boitempo, 2003), uma espécie de história da literatura alemã;
-Lazarus über sich selbst(Lázaro sobre si mesmo, sua tese de doutorado sobre o poeta alemão Heinrich Heine, Frankfurt, 2005);
-Estilhaços(Record, 2006), uma coletânea de aforismos e epigramas;
-Maisquememória (Record, 2007), um romance.

A Emerj fica na Avenida Erasmo Braga, 115, 4° andar, Centro
Rio de Janeiro – RJ (Prédio do Fórum Central)

Informações: Cultural EMERJ
Tel: 3133-3366/ 3133-3368
culturalemerj@tj.rj.gov.br

Mais Joel Zito


O sucesso do documentário foi tanto que a produção se transformou no livro A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira, Editora Senac, São Paulo, 323 páginas.

Através de minuciosa pesquisa, feita para elaboração de sua tese de doutorado na USP, Zito revela que, em 1969, o ator Sérgio Cardoso foi escolhido para protagonizar a novela A Cabana do Pai Thomás, Para poder interpretar o negro Pai Tomás, Sérgio foi pintado de preto e usava rolhas no nariz e atrás dos lábios (foto acima).

O pesquisador também salienta que atores brancos são escolhidos para interpretar indígenas e que, em várias adaptações das obras de Jorge Amado, por exemplo, as mulatas dos romances foram interpretadas por atrizes brancas.

Em seu trabalho, que inclui gráficos, fotos e cita as fontes de pesquisa, Zito explica que, nas décadas de 80 e 90 a situação mudou: o espaço para atores negros e mulatos (afro-brasileiros e afro-descendentes no vocabulário politicamente correto) aumentou. mas ainda está longe do ideal. Nestas duas décadas, em 29 produções, o número de atores negros ultrapassava 10% do total do elenco.

Joel Zito Araújo é cineasta, diretor e roteirista de TV, além de doutor em ciências da comunicação pela ECA/USP, onde participa do Núcleo de Pesquisa de Telenovela. Sua relação com a questão do racismo vem de longa data. Realizou, a partir de 1984, 24 documentários e 22 médias metragens, sempre tratando das relações do negro na sociedade brasileira.

Seu último filme, Filhas do Vento (2004), também sobre o tema racismo, foi protagonizado pelos atores Milton Gonçalves e Thaís Araújo.

Cinema e Ações Afirmativas


"Todo camburão tem um pouco de navio negreiro". A frase extraída da música de Marcelo Yuka dá o tom do debate que acontece no domingo, dia 8, no Odeon BR.

A partir das 9 horas, acontece a exibição do filme "A negação do Brasil", do diretor Joel Zito.

Em seguida, haverá um debate "Os 120 anos de abolição de escravatura e as ações afirmativas no Brasil".

Participam das discussões Renato Emerson, professor da Uerj e autor do livro Ações Afirmativas (Coleção Políticas da Cor - DP&A Editora) e Maria Ceiça, atriz e cantora.

O filme, vencedor do prêmio Melhor Documentário e Melhor Pesquisa do É Tudo Verdade/6º Festival Internacional de Documentários - 2001. SP-RJ analisa a participação de atores negros na televisão brasileira.

O documentário é uma viagem na história da telenovela no Brasil e particularmente uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que sempre representam personagens mais estereotipados e negativos. Baseado em suas memórias e em fortes evidências de pesquisas, o diretor aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifesto pela incorporação positiva do negro nas imagens televisivas do país.


O Odeon BR fica na Praça Mahatma Gandhi, 5, Cinelândia, Rio de Janeiro.
Mais informações: (21) 2240-1093

CNPq muda regras sobre direito de pesquisas

Uma notícia de interesse para o meio acadêmico. O CNPq regulamentou a atribuição de direitos sobre criações intelectuais, originadas a partir de auxílios e bolsas concedidos pela Agência.

Trata-se de uma nova regulamentação que prevê participação nos ganhos econômicos decorrentes da exploração de patente ou direito de proteção.

As modificações surgiram em decorrência das mudanças tecnológicas e também da Lei de Inovação e a conseqüente criação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras.

Agora, a titularidade da patente, por exemplo, caberá à instituição na qual as pesquisas são realizadas, e ao CNPq caberá, na condição de agência de fomento, uma participação nos ganhos econômicos eventuais resultantes da exploração comercial das criações protegidas.

O texto completo da Resolução Normativa (RN 013/2008) pode ser acessado em www.cnpq.br/normas/rn_08_013.htm

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Um café com Argentina Caetano


Nesta semana, quem senta conosco para tomar um café é Argentina Caetano. Nos conhecemos no curso de Didática do Ensino Superior, da PUC-Rio. E, muito interessada por educação, ela foi a primeira a fazer um comentário nesse blog.


Em nossa conversa, Argentina conta como foi sua experiência no projeto AdolescenTI — uma parceria entre Petrobras, Unysis e Cefet —, dá seu depoimento sobre o trabalho de uma escola municipal do Rio, e apresenta suas impressões sobre os desafios enfrentados pelos docentes nos dias de hoje.



Porque você decidiu dar aulas?


Argentina Caetano - Bem Alessandra, sou uma pessoa de origem pobre e foi dentro da escola que aprendi a sonhar. Eu me considero como um bom exemplo de que a escola, a educação pode fazer a diferença. Acho que resolvi que queria trabalhar com educação no antigo ginásio, com as aulas da grande Sônia Freire, professora que me mostrou que o caminho do estudo era e é a saída para diminuir as diferenças sociais. Mas eu acabei tomando outros caminhos e mesclando a didática com os trabalhos como Analista de Sistemas. Já tive a experiência de trabalhar com adolescentes, em turmas de 2º grau técnico, mas no meu trabalho regular sempre acabo ministrando aulas nos treinamentos de sistemas. E foi por isso que resolvi estudar didática do ensino superior, que hoje é o meu foco principal.

Você pode explicar como é o projeto AdolescenTI, que a Petrobras desenvolve em parceria com a Unisys e o Cefet.

Este projeto é executado há aproximadamente três anos pela equipe de comunicação do órgão de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Petrobras com parceria com a Unisys e o Cefet. O objetivo é a inclusão digital de adolescentes de comunidades carentes e a parceria é feita da seguinte forma: a Petrobras entra com a coordenação e os professores, que sã o voluntários da força de trabalho da empresa.
A Unisys entra com os equipamentos necessários para montar os laboratórios e o Cefet entra com a coordenação pedagógica e com o espaço físico. Neste projeto é oferecido um curso básico de informática para estes jovens, que são selecionados dentro das escolas publicas da localidade onde o curso será realizado.
No ano de 2007, os alunos foram da comunidade do Jacarezinho e o curso foi realizado no Cefet Maria da Graça. A grande inovação do ano 2007 e que foi oferecido o curso para uma turma de terceira idade, o que foi um grande sucesso.

Como foi a sua experiência no AdolescenTI? Qual foi a experiência mais marcante?

Trabalhei com um grupo muito interessado em aprender, receber o conhecimento oferecido. Mas também tive contato com a realidade da vida deles e mais uma vez me ficou bastante claro que trabalhar com educação não se resume apenas em ficar na frente da turma cuspindo matérias.
Acho que a experiência que nunca vou esquecer, que realmente me marcou, foi no meu segundo dia de aula no projeto. Havia um aluno que me chamou a atenção no primeiro dia, pelo seu jeito educado e diferente de falar comigo. Os adolescentes em geral têm um jeito meio indiferente, displicente até. Mas este menino era diferente.
No segundo dia de aula, enquanto meu colega Ademar ligava o projetor (sempre ficam dois voluntários em cada turma) fui fazer a chamada, quando um aluno me informou que ele não iria mais. Olhei na pauta e observei que ele nunca havia faltado a nenhuma aula do projeto, então quis saber o motivo ao que o aluno me respondeu:

— Professora, ele levou uma surra, apanhou tanto...
Então eu perguntei:
— Mas como apanhou? De quem?
E ele respondeu:
— De todo mundo. A escola inteira bateu nele. Eu soquei tanto a cara do muleque que minha mão chegou a doer...
Assustada eu perguntei:
— Mas por quê?
E a resposta foi:
— Porque ele é chato.

Fiquei alguns minutos em silêncio e ia me virar para começar a aula, mas vi que não iria conseguir. Não poderia simplesmente começar a falar em planilhas eletrônicas e editores de texto, em uma aula de inclusão, quando havia conhecido um grande exemplo de exclusão. Então, abri o espaço para discussão, colocando claro para eles que eles estavam participando de um projeto de inclusão social. E que até aceitar um suposto chato é inclusão.
Meu colega Ademar também participou do debate que acabou durando quase duas horas. Ficamos atrasados com o conteúdo, mas acho que valeu. No dia da formatura, todos os alunos estavam lá para receber o certificado, inclusive o menino que apanhou, pois ele passou a frequentar as aulas de outro turno. E isso me deu uma satisfação muito grande.

O que é possível fazer para tornar as aulas mais atrativas para os jovens?

Hoje em dia existem muitas coisas que competem com as escolas. É difícil definir uma fórmula mágica que responda a esta pergunta. Para o jovem, tudo é melhor que estar em sala de aula por quatro horas ouvindo o professor. Acho que o professor tem que ser criativo e acima de tudo, interessado.
Adaptar o conteúdo para a linguagem e a realidade deles, procurando criar neles a vontade de estar em sala, mas isso é o mais difícil. Hoje tudo é digital, temos as "lan houses" em todos os cantos. E os jovens conhecem melhor as linguagens dos bate-papos de internet do que a língua portuguesa.
As músicas mais ouvidas são os funks, que, em sua maioria, fazem apologia as facções criminosas, as drogas e ao sexo. E muitos jovens, e isso exatamente por serem jovens, repetem as palavras de ordem simplesmente por ser moda. E muitas vezes não têm noção da complexidade do que estão falando ou escrevendo.
Para se ter uma noção do que estou falando, basta navegar um pouquinho pelo site de relacionamentos mais famoso da internet e visitar as páginas pessoais de alguns jovens. Realmente, acho muito complicado ser professor de adolescentes ou jovens hoje em dia. Tem que ter muita dedicação e amor pelo ensino. Mas acho que vale à pena tentar.
Acho que a cultura e o esporte são bastante atrativos e ainda são grandes aliados para manter o jovem na escola. Um trabalho conjunto entre os professores de todas as áreas (matérias regulares, educação física, música e artes) e os animadores culturais é essencial.
A reciclagem constante destes profissionais e a busca da modernização do método de ensino através do estudo das modificações sociais também são importantes. Mas tudo neste sentido vale à pena. Como disse o grande Paulo Freire: "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda".

Que iniciativas na área educacional você destacaria?

A Escola Municipal Júlia Kubitschek no Jardim Botânico (Horto) possui um grupo de profissionais altamente interessadas em formar crianças prontas para a aprendizagem. Lá tudo é trabalhado, desde a matemática e a literatura, até as artes, esporte e ciências, de forma lúdica.
A criança aprende a pensar, pesquisar, praticar esportes em equipe, participar, lutar pela sociedade, com brincadeiras e jogos.
As professoras são altamente criativas, e retiram o conteúdo dos trabalhos em aula, das informações que as crianças trazem de casa mesclando com o currículo obrigatório. Periodicamente, se não me engano duas vezes no mês, são utilizadas algumas horas para estudo e reciclagem dos profissionais.
Nestes dias os alunos entram duas horas mais tarde e saem duas horas mais cedo. Isso é uma regra atualmente nas escolas do município, mas sei que na Júlia Kubitschek funciona. E estas profissionais têm sempre um sorriso aberto para receber e conversar com todos os pais e responsáveis que as procuram.
Lá eu pude assistir, em 2004, um dos trabalhos mais interessantes de inclusão que vi. Nesta escolinha ficam crianças de quatro a seis anos. E neste ano havia um menino deficiente físico que não poderia participar da dança de quadrilha na festa junina.
A grande surpresa na hora da festa foi ver o menino sentado em um banquinho, com o microfone na mão, puxando a dança. Ele guiava os passos dos dançarinos com uma empolgação tão grande que era contagiante.
As escolas que receberem estes alunos irão receber canteiros com suas sementes preparadas. Basta germiná-las. Mas, infelizmente, sabemos que nem todas as escolas públicas são iguais e a maioria dos alunos desta escolinha continua na escola pública.
Outro destaque que gostaria de dar é ao grupo de Animadores Culturais da Secretaria Estadual de Educação. Tive a oportunidade de assistir a uma apresentação de alguns alunos, crianças, adolescentes e jovens no centro do Rio no último dia 16 de maio, no largo da Rua São José.
Assisti a shows de dança, percussão, teatro e artes plásticas. Lindo, muito bem feito e ensaiado. Os alunos notadamente felizes em participar.
Curiosa, fui conversar com o Zé Luiz. Ele é um animador cultural de uma escola municipal de Petrópolis e me explicou o que estava acontecendo ali. Eles estavam fazendo uma manifestação pública, pois esta categoria existe a mais de 20 anos trabalhando de forma irregular para o Estado.
Eles mantêm os alunos nas escolas com trabalhos culturais, mantendo estes jovens fora da violência e das drogas. Só na escola do Zé Luiz, existe um coral de 95 integrantes entre alunos e pais. E nenhum dos participantes desses projetos estão envolvidos com a violência ou o tráfico de drogas.
Eles estavam mostrando publicamente o seu trabalho numa tentativa de sensibilizar a opinião pública e o governo para que este regulamente a categoria, defina salários dignos, benefícios e faça concursos.
Eu pergunto: um país que se preocupa com a educação iria precisar deste tipo de manifestação? O resultado fala por si. O tripé deles é Educação, Cultura e Cidadania. E tem desde já o meu apoio.
E destacaria também, claro, o projeto AdolescenTI da Petrobras, que já citei e que não existe apenas no Rio de Janeiro. Já está em outras cidades também. E tem como ponto forte o fato dos professores voluntários serem profissionais experientes e ativos da força de trabalho da Petrobras, o que agrega aos alunos não é só a oportunidade de aprendizado teórico, mas prático também.

Como professora, o que você gostaria de encontrar em um site específico para docência?

Acho que um site específico para docência deve ter um espaço para estudo e discussão das experiências dos profissionais, as soluções encontradas por estes diante das adversidades e facilidades encontradas no dia-a-dia em sala de aula.

Quais são seus planos para o futuro?

No momento estou buscando uma universidade para lecionar no período noturno. Fiz o curso preparatório para a certificação PMP e pretendo fazer a prova em breve. Pretendo fazer o próximo curso de capacitação em Programação Neurolingüística Aplicada a ao Ensino e Aprendizagem do INAP, que é voltado para professores, educadores e facilitadores.
E, em aproximadamente quatro anos, pretendo fazer o mestrado. E, é claro, continuar a trabalhar na Área de Sistemas de Informação, o que eu adoro.

domingo, 18 de maio de 2008

Oficina de Contação de Histórias

O Pólo-RJ da Associação Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC) e a Associação dos Amigos da Biblioteca de Botafogo (Aabb) promovem a Oficina de Contação de Narrativas "Os Contos Maravilhosos".

As aulas ficam por conta de Sonia Sampaio e Deka Teubl, professoras de Letras e contadoras de Histórias.

O objetivo é desenvolver, por meio de vivências individuais, do estudo de teoria literária, da leitura, análise literária e produção de textos, a arte de contar histórias.

Os encontros acontecerão nos dias 20 e 27 de maio de 2008 (terças-feiras), das 14:00 às 17:00 horas.

Local:Auditório da Biblioteca Popular Machado de Assis de Botafogo (Rua Farani, 53 próximo à Universidade Santa Úrsula, em Botafogo, Rio de Janeiro, RJ).

O investimento é de R$50.

Inscrições: por telefone ou e-mail

(21)2551-3572/e-mail:sonia.sampaio@oi.com.br

(21)3237-7237/e-mail:dekateubl@yahoo.com.br

Por que Foucault?


Por que Foucault? Novas diretrizes para a pesquisa educacional
Michael A. Peters, Tina Besley e colaboradores

Por que Foucault? Um dos principais autores em Ciências Humanas do século XX, Michel Foucault tem sua obra analisada sob o viés da Educação em Por que Foucault? Novas diretrizes para a pesquisa educacional.


O título oferece uma análise de novas diretrizes na pesquisa educacional, enfatizando a utilização, aplicação e desenvolvimento das idéias do filósofo francês.


O livro indica quais são os mais recentes trabalhos realizados na área da educação sobre a obra de Foucault e a perspectiva de destacados pesquisadores internacionais.


Embasados na obra de Foucault, os autores apresentam as novas diretrizes para a pesquisa educacional.


Os autores
Michael A. Peters - Professor de Educação da Illinois University, Urbana- Champaign; Professor adjunto da University of Glasgow.
Tina Besley - Professora do Departamento de Psicologia e Orientação Educacional da California State University, San Bernardino.

Serviço
Livro: Por que Foucault?
Autor: Micheal A. Peters, Tina Besley e cols.
Páginas: 248
Preço: R$ 56,00
Artmed Editora

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Mariana Kapps e seu videolog - uma cidadã na era digital

Mariana Kapps é uma cidadã da era digital. Criou um videolog — um blog de vídeos — com objetivo de aproximar seus vizinhos. Pretende organizar uma festa junina na rua onde mora, em Laranjeiras.

Toda terça, coloca um novo vídeo de aproximadamente três minutos no ar. O primeiro episódio foi "Lei de Murici. Cada um cuida de si?", no qual discute princípios éticos.

Nesta semana, o tema é coleta seletiva. Com concisão e competência, Mariana apresenta personagens como o catador Cleiton, que mostra como separar o lixo para reciclagem; e também o trabalho Recicloteca — ONG que ajuda pessoas a implementar a coleta seletiva.

Com o videolog, que promete ser uma "miniemissora" bem animada, Mariana pretende tecer na internet uma rede de solidariedade e colaboração para tornar as pessoas mais próximas.

Formada em Rádio e TV pela UFRJ e pós-graduada em Educação Infantil pela PUC-Rio, Mariana Kapps trabalha no Canal Futura. Assina a direção da série de 12 programas "O Bom Jeitinho Brasileiro", que passa às quartas-feiras, às 22h30, no Canal Futura. Imperdível.

Em seu trabalho de conclusão da pós-graduação, produziu o documentário "Uma Pitada de Cinema", feito com crianças da educação infantil, Mariana defende e mostra que é possível usar o audiovisual em creches e pré-escolas como ferramenta educativa.

Bem, visitem semanalmente o videolog de Mariana. Vale à pena.

O endereço é
//videolog.uol.com.br/mkapps

Cinema de graça para estudantes e professores

Atenção professores!
Cinema de graça no Ponto Cine, um projeto voltado para a exibição e difusão do cinema brasileiro. Direcionado a professores, estudantes da rede pública de educação, organismos formais e informais, o projeto possui como principal objetivo a formação de platéia através da alfabetização do olhar e educação do comportamento.

Há três linhas de ação:

1. Diálogos com o cinema: exibições de filmes brasileiros seguidos sempre de debate com diretores, atores e/ou profissionais do audiovisual, gerando interação entre o publico e os debatedores.

2. Cinema Escola: Levar alunos e professores da rede publica de educação ao Ponto Cine e assim assistir a filmes gratuitamente. O intuito do projeto é contribuir para a formação de platéia e inclusão cultural.

3. Cinema para todos: leva pessoas que estejam envolvidas com organizações não governamentais ou associações estabelecidas mesmo que informalmente.


Para participar de sessões gratuitas no Ponto Cine basta ser: escolas públicas, organismos formais e informais, e se inscrever gratuitamente pelo telefone (21) 31060886/ (21) 3106-9995 ou enviar um email para: prosocialcinema@pontocine.com.br.

O Ponto Cine é uma sala digital de cinema e já recebeu a visita de Cacá Diegues, Zelito Viana, Carla Camurati, entre outros.

O Ponto Cine fica na entrada do Guadalupe Shopping (Estrada do Camboatá, n°2.300, Guadalupe).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Festival de Harpas no Rio de Janeiro com entrada franca

Até o dia 1º de junho, o projeto Música no Museu realiza, no Rio de Janeiro, o III RioHarpFestival. Nesta quinta, dia 15, a atração é o harpista inglês Andrew Lawrence-King, fundador do grupo The Harp Consort, especialista em música antiga.

Considerado o mais importante harpista do mundo, Lawrence-king fará sua apresentação no Mosteiro de São Bento, às 19h30. A entrada é franca.

Também participam do Festival, Isabelle Perrin, segunda harpista da Orquestre National de France, Ernestine Stoop, presidente do Congresso Mundial de Harpas, a checa Jana Buskova, o português Mário Falcão, a americana Carrol McLaughlin e a canadense Rita Costanzi.
Na sexta, dia 16, há apresentações na Estação do Metrô- Siqueira Campos, às 11 h, e também no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), às 15 horas.

O Mosteiro de São Bento fica na Rua Dom Gerardo, 68, no Centro.

A Estação do Metro Siqueira Campos fica em Copacabana.
O CCJF fica na Avenida Rio Branco, 241, no Centro.

* Todos os concertos têm censura livre e entrada franca
* As senhas, necessárias em alguns concertos, serão distribuídas com uma hora de antecedência.

Outras informações sobre o III RioHarpFestival pode ser conferida nos endereços:

domingo, 11 de maio de 2008

Arte e Educação na Rádio MareManguinhos

Estréia segunda, dia 12, o programa Arte-Educação, na Rádio MareManguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Quem produz e apresenta a nova atração é a atriz e produtora cultural Norma Crespo.


No Arte-Educação, Norma fará entrevistas, informará a agenda cultural e dará dicas para aliar arte e educação.


Embora tenha como foco a sensibilização dos moradores e trabalhadores das imediações da Fiocruz, o programa pode trazer informações preciosas para quem trabalha com arte-educação e para mídia-educadores.

O programa vai ao ar das 9h às 10h, às segundas-feiras.

O endereço é www.maremanguinhos.fiocruz.br

Sobre a Rádio MareManguinhos

No ar desde abril de 2004, a Rádio MareManguinhos é mantida pela Associação de Servidores da Fiocruz (ASFOC).


A entidade desenvolve ações de comunicação e educação em saúde, meio ambiente e cidadania, utilizando a Internet para transmissões ao vivo e permitindo o acesso a material gravado, para ser consultado e livremente veiculado em todo Brasil e no exterior.

Além da programação diária, a Rádio MareManguinhos produz campanhas educativas, programas especiais, muitas vezes em rede nacional e internacional. E também promove oficinas de capacitação em radiodifusão, internet e edição de áudio.

A programação ao vivo da MareManguinhos vai ao ar de segunda a sexta, das 9 às 18 horas.

Os programas e campanhas da MareManguinhos podem ser baixados gratuitamente e ser veiculados sem custo para as rádios interessadas.

MareManguinhos na Academia

Na página da Rádio MareManguinhos, os internautas podem conferir projeto de final de Vanessa Pacheco, elaborada para o curso de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em sua pesquisa, Vanessa Pacheco produziu um programa radiofônico sobre a história da formação da Rádio MareManguinhos.


A entidade está aberta para pesquisadores interessados em comunicação comunitária e em ações que reúnam educação e comunicação.

Como montar uma briquedoteca?

Quem deseja trabalhar com brinquedos em sala de aula ou montar uma brinquedoteca em sua escola tem oportunidade de buscar novas informações nessa área. A ValBraga Consultoria Pedagógica inicia neste mês um curso de Formação de Brinquedista(profissional que trabalha com brinquedoteca) .

A carga horária é de 120 horas, sendo 60h prática e 60h teórica.

As inscrições terminam na segunda, dia 12 de maio.

As aulas começam nesta terça, dia 13, e terminam no dia 5 de agosto.

Os horários disponíveis são: terças e quintas: 14:00h às 16:30h (30 alunos) e
sábados: 08:00h às 12:00h (30 alunos).

O valor do curso é de R$150.

Quem tiver, pelo menos, 80% de freqüência vai receber certificado.

Outras informações podem ser obtidas pelo endereço ou pelo telefone (21) 3102-2628.

Curso inédito de PNL para professores

Atenção professores: em junho, o Instituto de Neurolingüística Aplicada (Inap) realiza uma capacitação inédita para professores, educadores, facilitadores e instrutores. É o curso Programação Neurolingüística (PNL) aplicada ao ensino e aprendizagem.

No curso, os docentes vão aprender técnicas para motivar e dinamizar a aprendizagem. Aplicada em diversas áreas, a PNL pode modificar as relações do professor consigo mesmo em sala de aula e liberar a capacidade de auto-aprendizagem do aluno.

A PNL, acreditem, fornece ferramentas para o professor lidar com o conteúdo de forma diferente.

O curso tem 40 horas. Os encontros acontecem uma vez por semana, das 19 às 22 horas.

As aulas começam no dia 4 de junho.
O Inap fica na Praia do Flamengo, 278 / Grupo 21, no Flamengo, Rio de Janeiro /RJ.

Telefax: (21) 2551-1032 e 2551-7647.


Curso de Coleta Seletiva na UFRJ

A Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai oferecer o curso de extensão “Introdução à Coleta Seletiva Solidária”.

As aulas acontecerão entre os dias 17 e 31 de maio, das 9h às 18 h, totalizando uma carga de 16 horas, no espaço cedido pela Fundação Escola de Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro (Fesp), que fica Av. Carlos Peixoto, 54, sala 507, Botafogo (em frente ao Shopping Rio Sul).

Trata-se de uma oportunidade para apoiadores de programas de coleta seletiva, consultores socioambientais, educadores ambientais, atores da responsabilidade social corporativa, formadores de opinião, estudantes, ONG's e demais interessados aprenderem as técnicas de coleta seletiva, informações pertinentes sobre o mercado de reciclagem e alternativas para conscientização ambiental.

A taxa de inscrição é de R$ 300, incluindo material didático, lanches e certificado da UFRJ como curso de Extensão.

Informações Adicionais: Bloco E, Sala I-221. Cidade Universitária - Ilha do Fundão CEP: 21949-900 - Rio de Janeiro – RJ.

Tel (21) 2562-7041;

E-mail: cursodeextensao@eq.ufrj.br

Um novo olhar sobre as idéias de Chomsky

Noam Chomsky, um dos mais importantes intelectuais americanos, explica suas convicções e analisa a responsabilidade intelectual em seu livro Razões de Estado.

No livro, que chegou este mês às livrarias, o lingüista que é considerado pelo New York Times como o mais importante intelectual vivo, Chomsky registra a síntese de suas idéias políticas e sociais, e como elas se delinearam no início da década de 1970, durante os movimentos contrários à política interna e externa dos Estados Unidos.


Noam Chomsky nasceu na Filadélfia em 1928. Lidera o Departamento de Lingüística e Filosofia do Massachusetts Institute of Technology, em Boston, e é membro da American Academy of Arts and Sciences e da National Academy of Science. Publicou mais de 70 obras.


Razões de Estado (For reasons of state)

Noam Chomsky

Prefácio de Arundhati Roy

Tradução de Vera Ribeiro

Editora Record

504 páginas

Preço: R$60,00

sábado, 3 de maio de 2008

EAD atende mais de 2,5 milhões de brasileiros

Mais de 2,5 milhões de brasileiros fizeram algum tipo de curso a distância em 2007. Os dados são do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD/2008), que foi lançado durante o 6º Seminário Nacional da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), realizado de 22 a 25 de abril, em Gramado (RS).

Em relação ao primeiro anuário, de 2004, houve um aumento superior a 200% no número de alunos matriculados em instituições regulamentadas pelo Ministério da Educação (MEC), pulando de 300 mil para 970 mil estudantes. Já a quantidade de entidades credenciadas ou com cursos autorizados pelo MEC aumentou de 166 para 255 (aproximadamente 50%).

Em 2007, 2,54 milhões de brasileiros estudaram por Educação a Distância através de cursos credenciados e grandes projetos nacionais com cursos livres. Deste número, os que estudaram no ensino formal (cursos credenciados) são quase um milhão (972.826), incluindo cursos de graduação e pós-graduação, além de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e técnicos.


Mais informações no site http://www.abed.org.br/

Danças Circulares na Educação

Por que dançar? Quais os benefícios da dança para a educação? Como inserir a dança no ambiente escolar? As respostas para estas e outras perguntas sobre a relação entre Dança e Educação vão ser dadas aos participantes do workshop "Danças Circulares na Educação".

Ministrado por Mônica Miguel, mestre em educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), licenciada em Educação Física pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e psicomotricista, o curso visa capacitar profissionais a utilizarem danças circulares em instituições educativas e culturais.

Quando: 18 maio 2008 (domingo)
Horário: 09h às 13h
Local: Rua Joaquim Silva, 17, Lapa, Rio de Janeiro – RJ
Investimento: R$60,00 - inclui CD e apostila
Facilitadora: Mônica Miguel
Contato, inscrições e reservas:(21) 2508-9126/8740-9126
Público alvo: Profissionais das áreas de educação, cultura, saúde, assistência e, pessoas interessadas na arte de dançar em círculo.


Curso gratuito de Teatro do Oprimido

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através do Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, está oferecendo um curso gratuito de Teatro do Oprimido.

O objetivo é capacitar jovens nas técnicas do Teatro Fórum para seleção e formação de um grupo.

O curso gratuito acontece de junho a agosto, no Centro do Rio. O horário será definido a partir das inscrições.

Podem participar jovens ou adultos que estejam na escola, ou que tenham saído dela há pouco tempo, e que queiram discutir a questão da Diversidade Sexual

As inscrições podem ser feitas pela internet, na página do Projeto. Basta baixar a ficha de inscrição, preencher e reenviá-la para o endereço: diversidadeppc@me.ufrj.br

Mais informações no site www.papocabeca.me.ufrj.br/diversidade

Pesquisa em Educação



A obra Pesquisa em educação – Possibilidades investigativas e formativas da pesquisa-ação, em dois volumes, aborda as dificuldades e os desafios da pesquisa em busca de uma compreensão mais profunda da práxis.


Nos livros, organizados por Selma Garrido Pimenta, pró-reitora de Graduação da USP e professora-titular de Didática na Faculdade de Educação da mesma universidade, e Maria Amélia Santoro Franco, coordenadora do curso de Pós-Graduação em Educação da UniSantos, a pesquisa-ação é apresentada como tendência adotada cada vez mais por pesquisadores.

Trata-se da escolha de uma metodologia de base empírica mais flexível do que a convencional que se fundamenta na participação ou cooperação do pesquisador, intervindo diretamente na questão estudada. O primeiro volume apresenta as reflexões a respeito da epistemologia da pesquisa-ação; o segundo, as possibilidades práticas deste tipo de investigação.

A publicação dá continuidade a um trabalho já iniciado em 2006 com o título Pesquisa em Educação – Alternativas investigativas com objetos complexos.

Título: Pesquisa em educação – Possibilidades investigativas e formativas da pesquisa-ação - Vol.1 e Vol.2
Organizadores: Selma Garrido Pimenta e Maria Amélia Santoro Franco
Número de páginas: 160 (vol. 1) e 152 (vol. 2)
Preços: R$ 23,00 (vol. 1) e R$ 21,00 (vol. 2)

Mais informações no site: http://www.loyola.com.br/

Aos Peixes no Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro



No dia 7 de maio, acontece a única apresentação da peça Os Peixes. Ela foi uma das 12 selecionadas entre entre 260 inscritas, para participar do Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro. A peça vencedora ganhará uma temporada de um mês no teatro Princesa Isabel.


Na trama, quatro ex-amigos se reencontram por uma fatalidade/unidos pelo que já foi/explorando o ridículo que habita o ser humano/ porque as palavras são vazias e o silêncio é repleto, ou o silêncio é oco e as palavras são cheias.


A peça é uma criação de Helena Machado, uma jovem escritora, muito talentosa. A direção é de Fernando Arze. No elenco, estão Biá Napolitani, Juliana Delgado, Ana Paula Fazza e Rubens Queiroz.


Mais informações sobre o Festival no endereço:



Serviço:

Dia: 7 de maio
Local: Teatro Princesa Isabel (Av. Princesa Isabel, 186, Copacabana)
Horário: 20 horas
Ingressos: R$20 (na bilheteria)/R$10 (antecipados até 5 de maio)


"Juízo" em debate no Odeon


O Instituto de Estudos da Complexidade (IEC), em apoio ao Fórum de Criminologia Crítica Aplicada, Núcleo Interdisciplinar de Ações para Cidadania e Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove uma exibição do filme Juízo, o maior exime do menor, no dia 14 de maio.

A exibição acontece a partir das 10 horas, no Cine Odeon Petrobrás, na Cinelândia. A sessão será seguida de um debate sobre o tema, que contará com a diretora do filme, Maria Augusta Ramos. A entrada para o evento custará R$5.

Juízo acompanha a trajetória de jovens com menos de 18 anos de idade diante da lei. Meninas e meninos pobres entre o instante da prisão e o do julgamento por roubo, tráfico, homicídio.

Como a identificação de jovens infratores é vedada por lei, eles são representados no filme por jovens não-infratores que vivem em condições sociais similares. Todos os demais personagens são pessoas reais, filmadas durante as audiências na II Vara da Justiça do Rio de Janeiro e durante visitas ao Instituto Padre Severino, local de reclusão dos menores infratores.

O filme mostra um universo similar ao do filme anterior de Maria Augusta Ramos, o premiado Justiça. Trata-se de um retrato chocante, real e sensível da realidade de jovens infratores e das perspectivas que o sistema socioeducativo lhes apresenta.

"...um documentário que descortina sem refresco estético o arrepiante retrato de um sistema tão sobrecarregado que oferece poucas chances de seguimento aos casos que julga... A solução encontrada para o problema da exposição dos menores foi brilhante. O que poderia ter sido um fracasso funciona maravilhosamente bem."
Jay Weissberg - Variety

"Maria Augusta Ramos ocupa um lugar singular no cinema brasileiro... Sua câmera não arreda pé, não dá trégua, até deslindar as dimensões humana, social e política da realidade que foi buscar."
Dorrit Harazim - Revista Piauí

"Um registro sóbrio, esclarecedor e preocupante do sistema judiciário brasileiro."
Silvana Arantes - Folha de São Paulo

"Nenhum outro diretor ou diretora, seja no documentário ou na ficção, filma hoje, no Brasil, como Maria Augusta, o indivíduo e sua relação com as instituições."
"Juízo lida com a falta de juízo da sociedade e das instituições brasileiras."
Luiz Carlos Merten - O Estado de São Paulo

"Uma narrativa contundente e realista, mesmo com o uso da dramaticidade."
Flávia Guerra - O Estado de São Paulo

"Em Juízo, a potência social do cinema grita, é visível e comanda as relações, os sentimentos, o real."
Andrea França - Socine

Mais informações no site www.juizoofilme.com.br